terça-feira, 4 de maio de 2010

Breve

“... que sono...”

Os olhos pesavam. Impossível mantê-los abertos.

Ouviu vozes que pareciam trocar segredos:

- Vai ter que amputar, coitado. Vai ter que amputar!
- Se ele continuar a sangrar assim vai acabar morrendo. Aperta. Aperta.
- Meu Deus. Vai ter que amputar!

“...Moça! Cê sabe que horas são?...”

- Você não pode dormir, menino! Aguenta!

Sentiu um leve cutucão lá dentro da nuca. E como num sonho ouviu uma voz divina:

- Não pode mexer no pescoço.

“...Tenho que ligar pra minha mãe avisando que vou atrasar. Tá escurecendo. Nossa... o dia passou depressa...”

- Não dorme, querido. Não dorme não. Segura aqui na minha mão.

“Que moça bonita! Casaria com ela se a minha mãe deixasse.”

- Já chamaram o resgate? Alguém tem que avisar a mãe dele.
- Na mochila deve ter algum caderno, alguma agenda.

“...Tô ferrado. Elas também vão descobrir que eu não fiz a lição...”

6 comentários:

  1. Anônimo4/5/10 19:19

    Mórbido e irônico.
    Como você.
    Rá rá rá...

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  2. Anônimo5/5/10 06:24

    Hum... Pode melhorar né, Lê? Escreveu com pressa, é? Vou aguardar uma revisão. Me avise.

    Bj.

    Ju.

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  3. É... Pode melhorar sim. A pressa é inimiga da conceição... quer dizer.. da perfeição.
    O melhor é sempre esperar o textinho dormir um dia ou dois. Mas... ando ansioso.
    Valeu o puxão de orelha!
    Bj.

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  4. Não. é breve mesmo. rsss...
    mas pelo jeito exagerei. rsss...

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  5. eu achei ótimo, curtinho mesmo...deixa nossa imaginação q continue.....
    Que bom q vc voltou!!!!!!
    Merlin

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